Se você não assistiu nenhum dos filmes Toy Story, não se preocupe, você pode ir ao cinema ver o terceiro filme da série sem problema algum. Agora, se você já assistiu os anteriores, sem dúvida vai se surpreender com o terceiro, e na minha modesta opinião, o melhor dos três.
A grande sacada deste filme é que as crianças de 95, ano que o primeiro longa foi lançado, hoje são adultos, inclusive o próprio personagem dono dos brinquedos, Andy Davis. O menino, então com oito anos, no terceiro filme está com 17 e prestes a ir para a faculdade. Ele cresceu e como praticamente todos os adultos, o interesse por seus bonecos e amigos da infância também ficou para trás.
O Xerife Woody, seu amigo patrulheiro espacial Buzz Lightyear, a cowgirl Jessie, o casal Sr. e Sra. Cabeça de Batatas e os outros bonecos dos primeiros filmes são os protagonistas de mais uma aventura. A mãe de Andy pede que ele defina o que será feito com seus brinquedos, se serão doados para a creche Sunnyside, jogados no lixo ou levados para a faculdade. Andy escolhe Woody, seu brinquedo favorito, para acompanhá-lo. Os outros serão colocados no sótão, só que uma confusão com o saco onde estão os bonecos o destinam ao lixo. Totalmente desiludidos com Andy, os brinquedos decidem seguir para a creche onde conhecem outra realidade.
O mais interessante de Toy Story é sua infinita capacidade de propor aventura, diversão e reflexão. Para quem hoje é adulto e teve uma relação de carinho com seus brinquedos, é um encontro com sua própria infância. Eu, com quase 29 anos, que ainda guardo algumas das minhas bonecas, me peguei em lágrimas ao ver a história do Bebê perdido da dona. Outro destaque deste terceiro filme é a participação da Barbie e do Ken. Ela, a suposta garota fútil, se mostra uma mulher forte e leal aos amigos.
É clichê, mas Toy Story 3 é um filme para ser assistido por crianças de todas as idades e de coração aberto.
Trailer de Toy Story 3 – Dublado em português

