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	<title>Simone Castro</title>
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		<title>Simone Castro</title>
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		<title>Guarde este nome: Adriana Godoy!</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jul 2010 15:22:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone Castro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Adriana Godoy]]></category>
		<category><![CDATA[cantora]]></category>
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		<description><![CDATA[Para quem tem a música nas veias, na alma e no coração, tocar um instrumento é uma extensão de si mesmo. Mas, há pessoas que são o próprio veículo. Adriana Godoy, cantora de 34 anos, com 14 de carreira, tem na força da voz a expressão de sua arte. Intérprete de canções de MPB, jazz [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=simonecastro.wordpress.com&amp;blog=8324214&amp;post=599&amp;subd=simonecastro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://simonecastro.files.wordpress.com/2010/07/adriana-godoy-show.jpg"><img src="http://simonecastro.files.wordpress.com/2010/07/adriana-godoy-show.jpg?w=300&#038;h=200" alt="" title="adriana godoy show" width="300" height="200" class="aligncenter size-medium wp-image-601" /></a> Para quem tem a música nas veias, na alma e no coração, tocar um instrumento é uma extensão de si mesmo. Mas, há pessoas que são o próprio veículo. Adriana Godoy, cantora de 34 anos, com 14 de carreira, tem na força da voz a expressão de sua arte. Intérprete de canções de MPB, jazz e samba, sabe fazer até cuíca com as privilegiadas cordas vocais. No dia 13 de julho ela lançou “Marco”, seu segundo trabalho em CD. O show que lotou o Tom Jazz, em São Paulo, revelou além da belíssima voz, todo seu carisma, beleza e expressão no palco. Acompanhada dos músicos Itamar Collaço no baixo, Christiano Rocha na bateria e Débora Gurgel, arranjadora e pianista, ela apresentou um repertório intimista e sensível. O primeiro disco de Adriana, “Todos os sentidos”, foi lançado em 2003. Mais focado em suas referências, o trabalho reuniu composições de Tom Jobim, Ivan Lins, Waldir Azevedo, Lenine e Filó Machado. Já “Marco”, revela um amadurecimento, uma procura por novos caminhos e descobertas. O trabalho foi produzido ao longo de três anos de forma totalmente independente, com apoio do Programa de Ação Cultural (Proac), do governo de São Paulo. Após passar o som, minutos antes da estreia, Adriana conversou com o Culture-se sobre o CD. “Esse disco é a certeza de uma escolha. O caminho que eu escolhi como artista. Ele revela a alegria de ser sincera”. <a href="http://simonecastro.files.wordpress.com/2010/07/adriana-godoy-gravacao-cd-marco2.jpg"><img src="http://simonecastro.files.wordpress.com/2010/07/adriana-godoy-gravacao-cd-marco2.jpg?w=300&#038;h=205" alt="" title="adriana godoy gravação cd marco2" width="300" height="205" class="aligncenter size-medium wp-image-600" /></a> A música central do trabalho “Crescente Fértil”, composta por Ed Motta e Aldir Blane, foi o ponto de partida para a produção de “Marco”. Adriana estava procurando o repertório para o disco e quando encontrou a música, todas as outras canções vieram a partir dela. “É a faixa sete, é o centro de tudo”. No palco, a mãe de dois meninos, um de sete anos e outro com nove, se transforma em uma menina. O microfone firme na mão direita deixa a esquerda leve, solta, em movimentos suaves que tocam o ar de forma singela e harmoniosa. Sua voz suave traz um ar inocente e infantil, em canções como “Cordilheira”. O show contou ainda com a participação especial dos músicos Filó Machado, que impressionou nos vocais de “Deixa Comigo”, da cantora Dani Gurgel e do violonista Dino Galvão Bueno. É perceptível sua intimidade com a música, pela constante em sua vida. Adriana é filha do maestro Adylson Godoy e da cantora Silvia Maria. Também é professora de canto no Centro Livre de Aprendizagem Musical (Clam) e diz que adora dar aulas, fazer com que outras pessoas se apaixonem por canções e melodias. “Eu acredito que o importante é aprender a escutar a música para entender como você vai cantá-la”. Ela acha fascinante ser um veículo para que outras pessoas também despertem para o amor, o encontro, com a música e com a beleza que só a arte é capaz de proporcionar. <strong>Confira a agenda de Adriana Godoy em comemoração aos 14 anos de carreira:</strong> 10/08 – Participação na Rádio USP no programa Papo de Músico, com Toninho Spessoto. 11/08 &#8211; Bar Ao Vivo Music – Moema, São Paulo/SP. Show com a participação de Filó Machado. 14/08 – Livraria Cultura Market Place – São Paulo/SP. 25/08 &#8211; Bar Ao Vivo Music – Moema, São Paulo/SP. Show com a participação de Vinicius Calderoni. <span class='embed-youtube' style='text-align:center; display:block;'><object width='490' height='306'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/ggG8FY3bBlY?version=3&rel=1&fs=1&showsearch=0&showinfo=1&iv_load_policy=1' /> <param name='allowfullscreen' value='true' /> <param name='wmode' value='opaque' /> <embed src='http://www.youtube.com/v/ggG8FY3bBlY?version=3&rel=1&fs=1&showsearch=0&showinfo=1&iv_load_policy=1' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='490' height='306' wmode='opaque'></embed> </object></span> Para ouvir o CD “Marco” &#8211; <a href="http://www.reverbnation.com/adrianagodoy">www.reverbnation.com/adrianagodoy </a> Outras informações: <a href="http://www.adrianagodoy.com.br">www.adrianagodoy.com.br</a> </p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/simonecastro.wordpress.com/599/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/simonecastro.wordpress.com/599/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/simonecastro.wordpress.com/599/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/simonecastro.wordpress.com/599/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/simonecastro.wordpress.com/599/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/simonecastro.wordpress.com/599/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/simonecastro.wordpress.com/599/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/simonecastro.wordpress.com/599/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/simonecastro.wordpress.com/599/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/simonecastro.wordpress.com/599/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/simonecastro.wordpress.com/599/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/simonecastro.wordpress.com/599/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/simonecastro.wordpress.com/599/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/simonecastro.wordpress.com/599/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=simonecastro.wordpress.com&amp;blog=8324214&amp;post=599&amp;subd=simonecastro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Toy Story 3 – Para crianças de todas as idades</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jul 2010 15:12:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone Castro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Toy Story 3]]></category>

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		<description><![CDATA[Se você não assistiu nenhum dos filmes Toy Story, não se preocupe, você pode ir ao cinema ver o terceiro filme da série sem problema algum. Agora, se você já assistiu os anteriores, sem dúvida vai se surpreender com o terceiro, e na minha modesta opinião, o melhor dos três. A grande sacada deste filme [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=simonecastro.wordpress.com&amp;blog=8324214&amp;post=594&amp;subd=simonecastro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://simonecastro.files.wordpress.com/2010/07/toy-story-3-1893.jpg"><img src="http://simonecastro.files.wordpress.com/2010/07/toy-story-3-1893.jpg?w=300&#038;h=187" alt="" title="toy-story-3-1893" width="300" height="187" class="aligncenter size-medium wp-image-596" /></a></p>
<p>Se você não assistiu nenhum dos filmes Toy Story, não se preocupe, você pode ir ao cinema ver o terceiro filme da série sem problema algum. Agora, se você já assistiu os anteriores, sem dúvida vai se surpreender com o terceiro, e na minha modesta opinião, o melhor dos três.</p>
<p>A grande sacada deste filme é que as crianças de 95, ano que o primeiro longa foi lançado, hoje são adultos, inclusive o próprio personagem dono dos brinquedos, Andy Davis. O menino, então com oito anos, no terceiro filme está com 17 e prestes a ir para a faculdade. Ele cresceu e como praticamente todos os adultos, o interesse por seus bonecos e amigos da infância também ficou para trás.</p>
<p>O Xerife Woody, seu amigo patrulheiro espacial Buzz Lightyear, a cowgirl Jessie, o casal Sr. e Sra. Cabeça de Batatas e os outros bonecos dos primeiros filmes são os protagonistas de mais uma aventura. A mãe de Andy pede que ele defina o que será feito com seus brinquedos, se serão doados para a creche Sunnyside, jogados no lixo ou levados para a faculdade. Andy escolhe Woody, seu brinquedo favorito, para acompanhá-lo. Os outros serão colocados no sótão, só que uma confusão com o saco onde estão os bonecos o destinam ao lixo. Totalmente desiludidos com Andy, os brinquedos decidem seguir para a creche onde conhecem outra realidade.</p>
<p><a href="http://simonecastro.files.wordpress.com/2010/07/toy_story_movie_image_buzz_and_woody.jpg"><img src="http://simonecastro.files.wordpress.com/2010/07/toy_story_movie_image_buzz_and_woody.jpg?w=259&#038;h=300" alt="" title="Toy Story movie image Buzz and Woody" width="259" height="300" class="aligncenter size-medium wp-image-595" /></a></p>
<p>O mais interessante de Toy Story é sua infinita capacidade de propor aventura, diversão e reflexão. Para quem hoje é adulto e teve uma relação de carinho com seus brinquedos, é um encontro com sua própria infância. Eu, com quase 29 anos, que ainda guardo algumas das minhas bonecas, me peguei em lágrimas ao ver a história do Bebê perdido da dona. Outro destaque deste terceiro filme é a participação da Barbie e do Ken. Ela, a suposta garota fútil, se mostra uma mulher forte e leal aos amigos.</p>
<p>É clichê, mas Toy Story 3 é um filme para ser assistido por crianças de todas as idades e de coração aberto.</p>
<p>Trailer de Toy Story 3 &#8211; Dublado em português<br />
<span class='embed-youtube' style='text-align:center; display:block;'><object width='490' height='306'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/wwCJ711-BG0?version=3&rel=1&fs=1&showsearch=0&showinfo=1&iv_load_policy=1' /> <param name='allowfullscreen' value='true' /> <param name='wmode' value='opaque' /> <embed src='http://www.youtube.com/v/wwCJ711-BG0?version=3&rel=1&fs=1&showsearch=0&showinfo=1&iv_load_policy=1' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='490' height='306' wmode='opaque'></embed> </object></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/simonecastro.wordpress.com/594/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/simonecastro.wordpress.com/594/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/simonecastro.wordpress.com/594/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/simonecastro.wordpress.com/594/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/simonecastro.wordpress.com/594/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/simonecastro.wordpress.com/594/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/simonecastro.wordpress.com/594/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/simonecastro.wordpress.com/594/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/simonecastro.wordpress.com/594/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/simonecastro.wordpress.com/594/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/simonecastro.wordpress.com/594/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/simonecastro.wordpress.com/594/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/simonecastro.wordpress.com/594/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/simonecastro.wordpress.com/594/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=simonecastro.wordpress.com&amp;blog=8324214&amp;post=594&amp;subd=simonecastro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Tudo não é Verdade!</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jul 2010 14:43:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone Castro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[documentário]]></category>
		<category><![CDATA[O Abraço Corporativo]]></category>
		<category><![CDATA[Ricardo Kauffman]]></category>

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		<description><![CDATA[Documetário O Abraço Corporativo discute papel da imprensa na veiculação de informações Depois de quase cinco anos de trabalho, finalmente é lançado em circuito comercial o documentário “O Abraço Corporativo”. Idealizado, produzido, roteirizado e dirigido pelo jornalista Ricardo Kauffman, o filme propõe uma reflexão sobre como o jornalismo é construído hoje. Em dias de internet, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=simonecastro.wordpress.com&amp;blog=8324214&amp;post=583&amp;subd=simonecastro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://simonecastro.files.wordpress.com/2010/07/o-abraco-corporativo-de-ricardo-kauffman_credito_eduardo-barillari_2.jpg"><img src="http://simonecastro.files.wordpress.com/2010/07/o-abraco-corporativo-de-ricardo-kauffman_credito_eduardo-barillari_2.jpg?w=300&#038;h=199" alt="" title="O Abraço Corporativo, de Ricardo Kauffman_crédito_Eduardo Barillari_2" width="300" height="199" class="aligncenter size-medium wp-image-584" /></a><br />
<strong>Documetário O Abraço Corporativo discute papel da imprensa na veiculação de informações</strong></p>
<p>Depois de quase cinco anos de trabalho, finalmente é lançado em circuito comercial o documentário “O Abraço Corporativo”. Idealizado, produzido, roteirizado e dirigido pelo jornalista Ricardo Kauffman, o filme propõe uma reflexão sobre como o jornalismo é construído hoje. Em dias de internet, em que as pautas de jornais, TV´s, rádios, sites e qualquer outro meio de comunicação tem a maior parte de seu conteúdo pautada pelas assessorias de imprensa, o vídeo de 75 minutos expõe de forma corajosa todo esse processo.</p>
<p>Quando eu assisti ao filme pela primeira vez, não tinha praticamente nenhuma informação. A história de um consultor de RH em busca de exposição na mídia me pareceu meio monótona, meio comum, apesar da figura carismática de Ary Itnem Whitacker. O tal consultor buscava divulgar a Confraria Britânica do Abraço Corporativo (Cbac), uma suposta entidade com o objetivo de propor que as empresas adotassem o abraço como forma de aproximação entre os funcionários, cada vez mais isolados em um mundo competitivo e sem calor humano.<br />
Estranhamente o que mais me chamou atenção foi a voz de Ary e a sensação de picaretagem. Em aproximadamente 20 minutos de vídeo, se descobre que Ary na verdade é um personagem inventado, uma persona usada para refletir o papel da imprensa. </p>
<p>Jornalistas, estudiosos sobre o jornalismo, entre outros profissionais midiáticos, aparecem ao longo do filme intercalados em depoimentos e cenas de Ary, vivido na verdade pelo ator e dublador Leonardo Camillo. Taí a tal voz que eu sentia que conhecia. Presente na dublagem do ator Nicolas Cage e em desenhos animados como “Cavaleiros do Zodíaco”.<br />
Mas, a importância de “O Abraço Corporativo”, filme “pegadinha” ou esta linha de documentários como filmes de Michael Moore, “Super Size Me”, são as discussões que eles propõem. O jornalista Ricardo Kauffman é extremamente cuidadoso, tanto que esta edição que chega às telas é a 20ª versão de corte. Ele pensou, repensou em diversas maneiras de contar essa história. E acima de tudo a proposta não é expor os veículos ou jornalistas que “caíram” na história inventada pelo personagem e sim discutir porque nós, jornalistas, na pressa por uma pauta, em cobrir um buraco de página, de minutos, já não sabemos mais o que é notícia. </p>
<span class='embed-youtube' style='text-align:center; display:block;'><object width='490' height='306'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/Q5EwRuglalQ?version=3&rel=1&fs=1&showsearch=0&showinfo=1&iv_load_policy=1' /> <param name='allowfullscreen' value='true' /> <param name='wmode' value='opaque' /> <embed src='http://www.youtube.com/v/Q5EwRuglalQ?version=3&rel=1&fs=1&showsearch=0&showinfo=1&iv_load_policy=1' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='490' height='306' wmode='opaque'></embed> </object></span>
<p>Futilidades, entretenimento, um discurso previsível, afinal o que é notícia hoje? Um homem que distribui abraços na Av. Paulista ou que diz que abraçar o colega de trabalho é uma boa pauta? Pode até ser, mas a completa falta de informações sobre ele e Cbac, davam sinais que esta pessoa não tinha nenhuma base para afirmar o que dizia. </p>
<p><strong>O método</strong></p>
<p>A idéia de Kauffman surgiu em conversas com outros jornalistas e na reflexão sobre como a notícia é construída e especialmente baseada no agendamento. Assim como hoje, junho de 2010, certamente qualquer pessoa que falar sobre África do Sul, Copa ou futebol, terá algum espaço na mídia. </p>
<p>Em 2006, o vídeo “Free Hugs” virou hit na internet. O australiano Juan Mann aparece distribuindo abraços na rua. Foi o ponto de partida para Kauffman. Ele entrevistou alguns atores, escolheu Camillo e a partir daí criaram Ary Itnem (lido de trás para frente sugere algo interessante), e como qualquer assessoria de imprensa, produziu releases e encaminhou para os veículos. Virou pauta e as pautas eram gravadas para o documentário que poderia ou não dar certo. O diretor não sabia como seria o desfecho. Alguém poderia reconhecer Camillo, eles poderiam ser desmascarados, o importante era a tentativa.</p>
<span class='embed-youtube' style='text-align:center; display:block;'><object width='490' height='306'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/vr3x_RRJdd4?version=3&rel=1&fs=1&showsearch=0&showinfo=1&iv_load_policy=1' /> <param name='allowfullscreen' value='true' /> <param name='wmode' value='opaque' /> <embed src='http://www.youtube.com/v/vr3x_RRJdd4?version=3&rel=1&fs=1&showsearch=0&showinfo=1&iv_load_policy=1' type='application/x-shockwave-flash' allowfullscreen='true' width='490' height='306' wmode='opaque'></embed> </object></span>
<p>Mas, Kauffman deixou pistas. Um documento em cartório registrado no site da Cbac poderia levar à descoberta da farsa, diversos indicativos apontavam para a falsa personalidade de Ary.</p>
<p>No filme ainda aparece o depoimento de Yuri Firmeza, artista plástico que fez uma “pegadinha” em janeiro de 2006 com a imprensa cearense. Ele criou um famoso artista plástico japonês “Souzousareta Geijutsuka”, que estaria montando uma exposição em Fortaleza. Com um release, a foto de um gatinho e com o discurso que era famoso no Japão, o suposto renomado artista ganhou espaço nos jornais. A proposta era discutir o que é arte afinal? Se fosse Yuri, até então desconhecido, que mandasse a tal foto do gato, seria ele considerado artista? Qual é essa fronteira?</p>
<p>Há quem questione esses métodos, mas será que se Yuri tivesse escrito um texto questionando porque a mídia vangloria nomes famosos enquanto um artista desconhecido não obtém praticamente nenhum espaço, ele teria chamado atenção? Será que se Kauffman tivesse feito um documentário apenas com depoimentos de estudiosos ou de jornalistas refletindo sobre o assunto, alguém iria parar, escutar e refletir? Às vezes só com um tapa na cara a gente consegue acordar. </p>
<p>Estas obras estão aí corajosamente para explicitar nossas entranhas e ver até que ponto contribuímos para a construção de uma sociedade melhor. </p>
<p>Em tempos de crise do jornalismo, quando se discute afinal o que é jornalismo e o que é entretenimento, ou se existe fronteira entre os dois. Jornais tentam se reinventar, chamar mais leitores, veículos precisam de mais espectadores. Índices e números são a base para as empresas de comunicação, afinal tempo é dinheiro e a comunicação é sim um negócio. “O Abraço Corporativo” é um filme necessário para quem está dentro deste liquidificador, mas também para abrir os olhos da sociedade e ver que nem tudo que sai na mídia é verdade. </p>
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			<media:title type="html">O Abraço Corporativo, de Ricardo Kauffman_crédito_Eduardo Barillari_2</media:title>
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		<title>Um Navio no Espaço ou Ana Cristina Cesar</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Jun 2010 05:40:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone Castro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Ana Cristina Cesar]]></category>
		<category><![CDATA[Ana Kutner]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo José]]></category>
		<category><![CDATA[Um Navio no Espaço]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.culture-se.com/noticias/89"><div id="attachment_571" class="wp-caption aligncenter" style="width: 214px"></a><a href="http://simonecastro.files.wordpress.com/2010/06/navio-21.jpg"><img src="http://simonecastro.files.wordpress.com/2010/06/navio-21.jpg?w=204&#038;h=300" alt="" title="navio 2" class="size-medium wp-image-571" width="204" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">*Texto publicado no site Culture-se, em 31/05/2010</p></div></p>
<p>Mal acreditei quando entrei no Teatro do Sesc Santana e lá estava ele, no palco, a postos. Sem cortinas fechadas, aguardava o público se acomodar e lia. Com uma nudez mais nua que a própria falta de roupas, lá estava Paulo José. Diretor, ator e pai de Ana Kutner. O desejo de montar “Um Navio no Espaço ou Ana Cristina Cesar” foi mais do que uma homenagem à poeta que surgiu e partiu tão rápido. De certa forma fora sua algoz. De uma antipatia surgiu o encantamento e a admiração.</p>
<p>Ana Kutner interpreta Ana Cristina Cesar, poeta carioca revelada em 1975, na antologia “26 Poetas Hoje”, organizado por Heloísa Buarque de Holanda. A obra reunia autores conhecidos como a “geração mimeógrafo”, subversivos aos padrões literários da época. Recusavam a tradição clássica da literatura e rejeitavam as correntes de vanguarda, como o concretismo. Ana Cristina publicou apenas um livro entre milhares de cartas, textos e material produzido desde a infância. “A Teus Pés”, de 1982, foi o livro que fez Paulo José mudar seu olhar sobre a jovem petulante.</p>
<p>Os dois trabalhavam na TV Globo. Ele dirigia “Caso Verdade”, um programa voltado para donas de casa, empregadas domésticas, pessoas que assistem a TV na cozinha. Eram histórias tristes com finais felizes. Ana Cristina Cesar, já com mestrado em literatura na Inglaterra, fazia a análise dos textos produzidos na emissora. As críticas, os relatórios cheios de apontamentos, fizeram com que Paulo odiasse-a. O tempo passou, a vida de cada um tomou um rumo. Até que Paulo soube de “A Teus Pés” e a cada leitura descobriu um novo poema a emergir do mesmo. Ana Cristina revelava-se e se escondia em suas próprias palavras. Sua nudez em mostrar-se, a angústia em sentir, em viver, em saber quem era, foi tão visceral quanto seu amor pela literatura. Entre a loucura e a lucidez, Ana suicidou-se em 1983.</p>
<p>“Um Navio no Espaço ou Ana Cristina Cesar” mais do que uma homenagem é uma reflexão sobre a vida, o peso de viver, de amar, de sentir. As cortinas não fecham um instante. Tudo acontece no palco. Paulo interroga Ana, tenta tirar quem ela é por trás dos textos. Ana Kutner confunde-se em Ana Cristina Cesar. A Ana atriz se joga na alma da Ana escritora e dela extrai poesia. Há momentos em que é quase imperceptível que ela não seja ela, seja outra pessoa. E Paulo, por momentos,  contempla a interpretação da filha, em outros a própria Ana Cristina.</p>
<p><strong>“Não sou idêntica a mim mesma<br />
Sou e não sou ao mesmo tempo, no mesmo lugar, sob o mesmo ponto de vista<br />
Não tenho razão de ser nem finalidade própria:<br />
Sou a própria lógica circundante”<br />
</strong><strong>Ana C.</strong></p>
<p>A peça discute quem somos, como nos veem, como nós nos vemos, nossos sonhos, anseios, a eterna busca pela felicidade. Era esse o maior desejo de Ana C., ser feliz. Romances, histórias, viagens, as vivências interferindo na forma de entender o mundo, para então, entender a si e jogar isso em papéis e letras e palavras e textos.<br />
Com uma cenografia bela, funcional e simbolista, a plataforma suspensa de um navio funciona como a passagem de Ana para dentro de si. Trilha sonora, iluminação, efeitos audiovisuais, tudo é apresentado de forma contextual, relevante e com o objetivo de emocionar. A peça não é apenas um espetáculo, é a própria razão de um artista, a expressão de sua arte. Paulo José precisava falar sobre Ana C., e eu, particularmente, precisava de Paulo José e Ana Kutner.</p>
<p><strong>SONETO</strong></p>
<p>Pergunto aqui se sou louca<br />
Quem quer saberá dizer<br />
Pergunto mais, se sou sã<br />
E ainda mais, se sou eu </p>
<p>Que uso o viés pra amar<br />
E finjo fingir que finjo<br />
Adorar o fingimento<br />
Fingindo que sou fingida </p>
<p>Pergunto aqui meus senhores<br />
quem é a loura donzela<br />
que se chama Ana Cristina </p>
<p>E que se diz ser alguém<br />
É um fenômeno mor<br />
Ou é um lapso sutil?<br />
<strong><br />
Ana C.</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/simonecastro.wordpress.com/568/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/simonecastro.wordpress.com/568/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/simonecastro.wordpress.com/568/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/simonecastro.wordpress.com/568/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/simonecastro.wordpress.com/568/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/simonecastro.wordpress.com/568/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/simonecastro.wordpress.com/568/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/simonecastro.wordpress.com/568/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/simonecastro.wordpress.com/568/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/simonecastro.wordpress.com/568/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/simonecastro.wordpress.com/568/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/simonecastro.wordpress.com/568/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/simonecastro.wordpress.com/568/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/simonecastro.wordpress.com/568/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=simonecastro.wordpress.com&amp;blog=8324214&amp;post=568&amp;subd=simonecastro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>CongressoCult 2: A arte de ouvir</title>
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		<pubDate>Mon, 24 May 2010 07:44:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone Castro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Congresso de Jornalismo Cultural Revista Cult]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Coutinho]]></category>

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		<description><![CDATA[*Matéria publicada no site Jornalirismo em 13/05/2010 Eduardo Coutinho surgiu. Desceu as escadas do Tuca com uma bolsa a tiracolo e um casaco sobre as costas. Já se passava das sete horas da noite de quarta-feira, 5 de maio. O cabelo branco, a barba por fazer, o jeito de homem frágil. Laís Bodanzky estava no [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=simonecastro.wordpress.com&amp;blog=8324214&amp;post=543&amp;subd=simonecastro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://simonecastro.files.wordpress.com/2010/05/picture-12.png"><img src="http://simonecastro.files.wordpress.com/2010/05/picture-12.png?w=200&#038;h=300" alt="" title="picture-12" class="aligncenter size-medium wp-image-552" width="200" height="300" /></a></p>
<p><a href="http://jornalirismo.terra.com.br/jornalismo/14/975-congressocult-2-a-arte-de-ouvir">*Matéria publicada no site Jornalirismo em 13/05/2010</a></p>
<p>Eduardo Coutinho surgiu. Desceu as escadas do Tuca com uma bolsa a tiracolo e um casaco sobre as costas. Já se passava das sete horas da noite de quarta-feira, 5 de maio. O cabelo branco, a barba por fazer, o jeito de homem frágil.</p>
<p>Laís Bodanzky estava no palco, na mesa que discutia a crítica de cinema. Com a mão no rosto, ela ficou observando os passos suaves de Coutinho.</p>
<p>Ele olhava para baixo, ainda não tinha percebido que ela o notava. Quando ele olhou para o palco, a mão direita de Laís fez um breve aceno, acompanhado do sorriso terno de quem admira e reconhece um par.</p>
<p>A palestra sobre o documentário brasileiro começou em seguida. Na previsão, estavam escalados os dois expoentes máximos do cinema documental do país: Eduardo Coutinho e João Moreira Salles. Complicações e atrasos no voo impediram que Salles comparecesse, mas Coutinho chegou e foi recepcionado por um público caloroso, que, até então, não muito se manifestara.</p>
<p>Diretor de filmes como Moscou, Jogo de Cena, Edifício Master e Cabra Marcado para Morrer, Coutinho, com voz rouca e fala mansa, conversou por mais de duas horas com a plateia, formada basicamente de estudantes e jovens jornalistas. O crítico de cinema Sérgio Rizzo fez a mediação.</p>
<p><strong>“O que me interessa é aquilo que não sou eu, aquilo que eu não sei”<br />
</strong><br />
Coutinho acredita que o documentário é o momento sublime ocorrido durante a gravação. O encontro entre ele e o entrevistado, o qual chama de personagem. Para não haver interrupções nas trocas dos rolos, optou há muitos anos por gravar de forma contínua, pelo sistema em vídeo. Antes, era betacam, hoje, digital.</p>
<p>Para ele, as pessoas anônimas com as quais conversa são interessantes, pois estão abertas a falar e, especialmente, são diferentes dele, refletem outra realidade.</p>
<p>Uma técnica é a pesquisa. Geralmente, produtores levantam possíveis personagens, que são gravados, e os relatórios, entregues a Coutinho. Como a pessoa ainda não teve um contato prévio com o diretor, conta a história como se fosse a primeira vez que a relata para alguém. “Às vezes, essa história que já foi contada é contada novamente, de forma muito mais lírica. Não porque tem uma câmera, mas porque tem uma pessoa que a escuta como ninguém escuta”. Ouvir é o seu segredo.</p>
<p><strong>“O imperfeito é que é belo, não o perfeito”</strong></p>
<p>Ao término da palestra, Coutinho foi cercado por vários jovens e cordialmente conversou, tirou fotos, autografou cartazes do congresso com a foto de Clarice Lispector. Eu também não resisti e confessei o quanto ele significa para mim, de como mudou minha vida com seus filmes e seus personagens, entre a fronteira do real e da ficção.</p>
<p>Coutinho deixou um recado para a organização. O cineasta disse que, ao longo de sua vida, já participou de vários congressos, palestras, mas nunca viu um público como o do II Congresso de Jornalismo Cultural: “Essa juventude é sábia!”.</p>
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<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/simonecastro.wordpress.com/543/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/simonecastro.wordpress.com/543/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/simonecastro.wordpress.com/543/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/simonecastro.wordpress.com/543/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/simonecastro.wordpress.com/543/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/simonecastro.wordpress.com/543/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/simonecastro.wordpress.com/543/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/simonecastro.wordpress.com/543/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/simonecastro.wordpress.com/543/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/simonecastro.wordpress.com/543/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/simonecastro.wordpress.com/543/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/simonecastro.wordpress.com/543/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/simonecastro.wordpress.com/543/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/simonecastro.wordpress.com/543/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=simonecastro.wordpress.com&amp;blog=8324214&amp;post=543&amp;subd=simonecastro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>CongressoCult: Gênese do novo jornalismo?</title>
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		<pubDate>Mon, 24 May 2010 07:30:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone Castro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[*Matéria publicada no site Jornalirismo em 13/05/2010 O cenário não poderia ser mais propício. O Teatro da Universidade Católica de São Paulo, o Tuca, com seus restos de paredes queimadas e marcadas pela trajetória de luta contra a ditadura, recebeu, pelo segundo ano consecutivo, jornalistas culturais, estudantes, artistas e interessados no assunto. Pessoas que guardaram [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=simonecastro.wordpress.com&amp;blog=8324214&amp;post=535&amp;subd=simonecastro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://jornalirismo.terra.com.br/jornalismo/14/976-congressocult-genese-do-novo-jornalismo"><div id="attachment_540" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"></a><a href="http://simonecastro.files.wordpress.com/2010/05/congresso-abre-geral1.jpg"><img src="http://simonecastro.files.wordpress.com/2010/05/congresso-abre-geral1.jpg?w=300&#038;h=199" alt="" title="congresso abre geral" class="size-medium wp-image-540" width="300" height="199"/></a><p class="wp-caption-text">O congresso lançou o compromisso de melhorar a cobertura cultural no jornalismo</p></div></p>
<p><a href="http://jornalirismo.terra.com.br/jornalismo/14/976-congressocult-genese-do-novo-jornalismo">*Matéria publicada no site Jornalirismo em 13/05/2010</a></p>
<p>O cenário não poderia ser mais propício.</p>
<p>O Teatro da Universidade Católica de São Paulo, o Tuca, com seus restos de paredes queimadas e marcadas pela trajetória de luta contra a ditadura, recebeu, pelo segundo ano consecutivo, jornalistas culturais, estudantes, artistas e interessados no assunto.</p>
<p>Pessoas que guardaram quatro dias de suas vidas para aprender, refletir e questionar o jornalismo cultural realizado no Brasil e no mundo. O II Congresso de Jornalismo Cultural, promovido pela revista Cult e pela CPFL Cultura, aconteceu em São Paulo, entre os dias 3 e 6 de maio.</p>
<p><strong>Crise</strong></p>
<p>A grande discussão girou em torno da crise da cobertura jornalística cultural. No Brasil e no mundo. Profissionais como Julia Encke, da Alemanha; Hervé Aubron, da França; e Beatriz Sarlo, da Argentina, fizeram uma análise do jornalismo cultural em seus países e também apontaram críticas à cobertura.</p>
<p>No Brasil, o questionamento foi centrado no enxugamento das redações, a diminuição de reportagens e pesquisas de campo, repórteres que fazem matérias exclusivamente por telefone e e-mail. Aliás, o uso da internet e das mídias digitais como propagação de cultura foi um dos temas do congresso, assim como a relação entre os bens culturais e a crítica mais ou menos especializada.</p>
<p>Praticamente unânime foi a constatação de que os jornais impressos atravessam processo de reestruturação. Com a rapidez das informações veiculadas na tevê e na internet, os diários impressos perdem espaço, com informações velhas, do dia anterior.</p>
<p>Por esse motivo, o colunista Carlos Heitor Cony, do jornal Folha de S.Paulo, disse que há seis meses não lê jornal. O jornalista e escritor Joaquim Ferreira dos Santos, do jornal O GLOBO, concordou: “O jornalismo da tevê está melhor, mais investigativo. O jornal não pode continuar falando o que a tevê já deu, e melhor”. Uma questão já antiga, com mais de quarenta anos, e ainda não resolvida.</p>
<p><strong>Primeiro dia</strong></p>
<p>Para abrir o congresso, na segunda-feira, 3, uma homenagem à escritora Clarice Lispector, que completaria 90 anos em 2010. De um lado, a pesquisadora de literatura Nádia Battella Gotlib falou sobre a vida e obra da escritora e detalhou o processo de pesquisa que originou o livro Clarice – Fotobiografia. De outro lado, a atriz e diretora Denise Stoklos recitou textos ao vivo, alguns deles contidos no romance A Paixão Segundo G.H., de Clarice, misturados a áudios de sua experiência pessoal sobre a transformação e o impacto que a escrita de Clarice lhe causou.</p>
<p>Ainda no primeiro dia, os jornalistas e escritores Eric Lax e Ruy Castro avaliaram a biografia. Ruy fez críticas ao livro-reportagem requentado, de jornalistas que aumentam uma matéria com grande repercussão, para lançar um livro de qualquer jeito. Disse também que não pretende fazer outra biografia, pois não vê um personagem interessante o bastante, a quem possa dedicar de três a cinco anos de sua vida.</p>
<p>Frases de efeito (“O biógrafo sempre se envolve emocionalmente com os biografados. A diferença é que com a Carmem [Miranda] tive sonhos eróticos”), o jeito malandro de Ruy encantaram a plateia, que se divertiu com suas colocações bem-humoradas e sacanas. Eric falou basicamente sobre sua relação de 39 anos com o cineasta Woody Allen e recomendou: “Confiem no que a pessoa diz, mas chequem”. Para descontrair, Arnaldo Antunes e Edgard Scandurra terminaram a noite com uma performance mais intimista e expressiva.</p>
<p><strong>Segundo dia</strong></p>
<p>Na terça-feira, 4, segundo dia de congresso, o grande destaque foi o debate sobre o jornalismo pós-mídias digitais. O editor-executivo da revista Veja, Carlos Graieb, a diretora de conteúdo do UOL, Márion Strecker, e a professora de comunicação da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) Ivana Bentes expuseram muito mais do que o discurso pronto e politicamente correto sobre o avanço da internet.</p>
<p>Após defender as novas mídias, Ivana, mesmo sem querer, deixou claro que não era leitora da revista Veja e teve o apoio da plateia. Ela comentou que a revista era uma grande piada nos cursos de jornalismo do país. Os aplausos do público, formado basicamente de estudantes, confirmaram sua fala. Carlos Graieb, visivelmente surpreso com tamanha sinceridade da colega de mesa, educadamente tentou defender sua revista com os argumentos que não pareceram convencer o público, muito menos Ivana.</p>
<p>Márion disse que não gostaria que a discussão se mantivesse em um clima de Fla-Flu, mas também questionou a visão mais otimista do mundo digital democrático, defendida pela professora da UFRJ.</p>
<p>No período da tarde, os artistas foram convidados às mesas e deram um colorido especial. Alexandre Orion e Leda Catunda, artistas plásticos, revelaram sua relação com a mídia e trouxeram um olhar até então pouco explorado no congresso, o de vidraça.</p>
<p>Os artistas ressaltaram a importância da divulgação pela imprensa, mas também fizeram algumas críticas. Leda lembrou ainda que a própria classe artística precisa saber que o objetivo de fazer arte não está em ser unicamente reconhecido e em lotar galerias. “Acho que o mais importante são as questões que os trabalhos evocam, não se está fazendo sucesso, se fez fila ou se não fez”.</p>
<p>Na sequência, o papel da crítica musical foi colocado em discussão. Os críticos Jotabê Medeiros, de O Estado de S.Paulo, e Sérgio Martins, da Veja, além do músico Lobão e do maestro Júlio Medaglia, revelaram preocupação com o material produzido atualmente no jornalismo musical.</p>
<p>Para Sérgio, a preocupação principal é que muitas pessoas acreditam que, por gostarem de determinado artista, banda ou estilo de música, estão capacitadas a escrever; porém, muitas vezes, não possuem conhecimento histórico necessário para analisar as obras.</p>
<p><strong>Terceiro dia</strong></p>
<p>A mesma discussão foi resgatada na quarta-feira, 5, quando os críticos Inácio Araújo, da Folha de S.Paulo, e Luiz Zanin Oricchio, de O Estado de S.Paulo, além da cineasta Laís Bodanzky, debateram sobre a crítica de cinema e a produção contemporânea.</p>
<p>Para Zanin, “o cinema é o futebol das artes, porque todo mundo entende de cinema”. E completou: “Nunca houve tantos críticos como agora e nunca houve tão pouca repercussão social sobre o que se escreve sobre cinema”.</p>
<p>Logo depois foi a vez de o cineasta Eduardo Coutinho, expoente do documentário brasileiro, falar sobre como vê o cinema documental, além da relação de amor e de ódio com o jornalismo. Para ele, a prática jornalística é forma apressada e despreocupada em ouvir o outro, em dar tempo para a imagem falar por si (clique aqui e leia reportagem especial sobre a palestra de Coutinho no congresso).<br />
<strong><br />
Quarto dia</strong></p>
<p>Por falar em tempo, na quinta-feira, 6, uma das falas que mais encantou o público foi a da crítica de teatro Beth Néspoli. Ela discorreu sobre sua saída do jornal O Estado de S.Paulo e o interesse em voltar como colaboradora, futuramente. Mas Beth chamou atenção para o tempo.</p>
<p>Ela acredita que os jornais precisam entender e respeitar que o tempo influencia, e muito, a boa produção jornalística. Beth ainda comentou sobre o clima muitas vezes pesado na redação, para quem faz cultura, em relação aos colegas. “Editoria de ´vagabundo´, de gente que só faz as coisas legais, mas que cobre, sim, ‘Cidades’ nos plantões, de gente que trabalha de manhã, de tarde e à noite vai ao teatro para fazer matéria na manhã do outro dia, já que o caderno de cultura é o primeiro a fechar”, desabafou.</p>
<p>Outro assunto bastante discutido no último dia do congresso foi a relação das faculdades de jornalismo, os treinamentos das empresas e a obrigatoriedade do diploma.</p>
<p>Para os representantes da Abril, Edward Pimenta, e do programa de treinamento da Folha de S.Paulo, Ana Estela de Sousa Pinto, a não-obrigatoriedade do diploma de jornalista para exercer a profissão não vai acabar com a contratação de jornalistas formados. A bem da verdade, já faz mais de dez anos que a Folha contrata profissionais sem diploma; o jornal sempre foi um dos principais defensores do fim da obrigatoriedade.</p>
<p>Os representantes dos cursos de jornalismo se posicionaram de forma mais crítica. Entretanto, o coordenador do curso de jornalismo da Universidade Metodista, Rodolfo Carlos Martino, afirmou que o importante é gostar do que se faz, para fazer bem-feito. “Sendo um grande repórter, você vai ter emprego, vai ter realização pessoal.”</p>
<p><strong>O dia de hoje (e amanhã)</strong></p>
<p>O congresso reuniu pessoas de todo o Brasil, jornalistas, estudantes, gente que gosta de cultura, mas não sabe se terá espaço para atuar na área. Gente que quer fazer diferente, mas como?</p>
<p>Várias iniciativas foram comentadas, mas praticamente não houve integração ou forma de quem participava dos debates mostrar sua produção jornalística.</p>
<p>No último dia, ao término do congresso, alguns trabalhos acadêmicos chegaram a ser apresentados na sala Paulo Freire, do Tuca. Basicamente, também avaliavam produções já existentes. Porém, grande parte dos congressistas já se fora e não viu.</p>
<p>Pouco se ouviu, portanto, sobre o interesse que o público presente tinha. Qual a sua visão sobre o jornalismo cultural e quais suas formas de pensá-lo ou desenvolvê-lo, o que acreditam que será o futuro?</p>
<p>Além de falar muito sobre cultura, também se discutiu no congresso, de forma abrangente, quem é o jornalista, qual seu papel na sociedade, como enxergar onde os olhos não veem. São perguntas particulares, por isso, sem respostas certas. Subjetivas como os conceitos de verdade e do próprio jornalismo.</p>
<p>Foi apenas a segunda edição do Congresso de Jornalismo Cultural, mas foram quatro dias intensos para se pensar que ainda é possível mudar o mundo pelo jornalismo, nem que primeiramente mude a si mesmo.<br />
<strong><br />
*Simone Castro é jornalista e sonha com um novo jornalismo.</strong><br />
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		<title>Nunca é tarde para buscar saúde e qualidade de vida</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Apr 2010 14:47:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone Castro</dc:creator>
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		<category><![CDATA[caminhada]]></category>
		<category><![CDATA[Itajaí Ativo]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://simonecastro.files.wordpress.com/2010/04/materia-itajai-ativo-foto-e-texto-simone-castro.jpg"><img src="http://simonecastro.files.wordpress.com/2010/04/materia-itajai-ativo-foto-e-texto-simone-castro.jpg?w=300&#038;h=226" alt="" title="Materia Itajaí Ativo - Foto e texto Simone Castro" class="aligncenter size-medium wp-image-458" width="300" height="226"/></a><br />
<em>Texto e foto: Simone Castro. Matéria publicada na revista Esporte nos Bairros, da Fundação Municipal de Esportes de Itajaí, em maio de 2008.</em></p>
<p><strong>Projeto Itajaí Ativo &#8211; Santa Catarina </strong></p>
<p>As amigas Maria de Lourdes Rocha da Silva, 43 anos, e Lucília Rosa Pereira, 55, têm uma rotina acelerada: as tarefas domésticas, o trabalho com venda de cosméticos e a dedicação à família preenchem seus dias. Mas, mesmo com tantas atividades, Lucília e Lourdes ainda conseguem reservar tempo para cuidar da saúde. Todas as segundas e quintas-feiras, elas participam do Itajaí Ativo, no bairro Cordeiros. </p>
<p>O programa da Fundação Municipal de Esportes e da Secretaria da Saúde oferece atividades corporais e caminhadas gratuitas ao público adulto, em 16 pólos espalhados pela cidade. Além dos exercícios, acontecem ações de educação em saúde com médicos, nutricionistas, fisioterapeutas, enfermeiros, dentistas e educadores físicos. </p>
<p>Lourdes começou as atividades há mais de um ano e gostou tanto que trouxe sua amiga Lucília. Desde então, fazem de tudo para não faltar nenhum dia no programa. Pontualmente às 8h da manhã, elas integram o grupo que participa de alongamentos, caminhadas e até aulas de caratê. </p>
<p>“Academia custa caro e a gente tem uma de graça, perto de casa. O Itajaí Ativo só traz benefícios! Ganhamos uniforme e protetor solar, além de aprendermos sobre a valorização da água e do meio-ambiente. Também fazemos amigos, conversamos e trocamos experiências. É um aprendizado constante”, define Lourdes.</p>
<p>“Você encontra pessoas de várias idades e aprende com elas. São essas coisas que levamos para a vida”, completa Lucília que, quando era adolescente, praticava diversas modalidades esportivas e, após o casamento, abandonou o esporte para dedicar-se inteiramente à família. Os anos de sedentarismo lhe trouxeram problemas de hipertensão, mas o Itajaí Ativo está contribuindo para a melhora da saúde e da auto-estima.</p>
<p> Assim como Lucília e Lourdes, centenas de pessoas participaram de uma caminhada de dois quilômetros, no dia 12 de abril. O evento fez parte da comemoração do segundo aniversário do programa.</p>
<p>Outro grupo que se mostrava bastante animado durante o encontro era o Pólo da Cidade Nova. Maria José de Souza, a Mazé, de 51 anos, cantava, dançava e não deixava ninguém parado. Outra companheira de Mazé era Marlete Terezinha Dionísio, 57 anos, que pintou o símbolo do Itajaí Ativo nas unhas.</p>
<p>Nesse mesmo evento, também foi inaugurada a Academia da Terceira Idade (ATI), na praça da Beira Rio. São 10 equipamentos de inox, similares aos de uma academia de ginástica normal, só que ao ar livre e adaptados exclusivamente para pessoas acima de 60 anos. Em breve, academias como estas serão instaladas nos bairros São João e Cordeiros. As ATI’s também irão complementar as atividades do Itajaí Ativo, que hoje conta com aproximadamente 600 participantes.</p>
<p>As mulheres são maioria no programa, mas Antônio Luiz Freire, de 73 anos, e Adolfo de Batin, 64, comprovam que os homens também participam do projeto. Adolfo é cardíaco há 20 anos e há 19 caminha regularmente. No entanto, ele mostra-se muito mais motivado com as caminhadas em grupo, “porque aqui eu conheço outras pessoas e tenho mais ânimo para fazer exercícios”. </p>
<p>Ao contrário do seu Adolfo, Antônio era mais sedentário. Mas depois de começar a freqüentar as atividades, a rotina ganhou um novo significado. “Eu vivia arriado, não saía pra lugar nenhum, aí as enfermeiras me indicaram o Itajaí Ativo. Hoje me sinto outro, muito mais feliz. Minha vida melhorou em tudo!”, conta, entusiasmado, o marinheiro paraibano que, depois de percorrer o mundo inteiro, se apaixonou pela cidade e escolheu Itajaí para viver. </p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/simonecastro.wordpress.com/456/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/simonecastro.wordpress.com/456/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/simonecastro.wordpress.com/456/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/simonecastro.wordpress.com/456/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/simonecastro.wordpress.com/456/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/simonecastro.wordpress.com/456/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/simonecastro.wordpress.com/456/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/simonecastro.wordpress.com/456/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/simonecastro.wordpress.com/456/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/simonecastro.wordpress.com/456/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/simonecastro.wordpress.com/456/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/simonecastro.wordpress.com/456/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/simonecastro.wordpress.com/456/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/simonecastro.wordpress.com/456/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=simonecastro.wordpress.com&amp;blog=8324214&amp;post=456&amp;subd=simonecastro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Meu irmão que queria ser o Taffarel</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 16:29:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone Castro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Crônica esportiva realizada para a matéria de Jornalismo Especializado, ministrada pela jornalista Valquíria Michela John (2008). Lembro-me da minha infância na Vila Ideal, em Canoas, Rio Grande do Sul, onde os meninos corriam pelos campinhos de várzea e onde uma gurizada sem fim se reunia pra jogar bola nas tardes após a aula. Devia ser [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=simonecastro.wordpress.com&amp;blog=8324214&amp;post=334&amp;subd=simonecastro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_494" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://simonecastro.files.wordpress.com/2009/05/mano-perna-quebrada-e-comunhao.jpg"><img src="http://simonecastro.files.wordpress.com/2009/05/mano-perna-quebrada-e-comunhao.jpg?w=300&#038;h=231" alt="" title="mano perna quebrada e comunhão" class="size-medium wp-image-494" width="300" height="231"/></a><p class="wp-caption-text">Meu irmão com a camisa do Taffarel e com a perna quebrada por jogar bola, em 1990.</p></div>
<p><em>Crônica esportiva realizada para a matéria de Jornalismo Especializado, ministrada pela jornalista Valquíria Michela John (2008).</em></p>
<p>Lembro-me da minha infância na Vila Ideal, em Canoas, Rio Grande do Sul, onde os meninos corriam pelos campinhos de várzea e onde uma gurizada sem fim se reunia pra jogar bola nas tardes após a aula. Devia ser entre 1988 ou 1990, quando eu não tinha mais do que sete ou oito anos e era a única menina do grupo a brincar com os meninos. Geralmente eu ficava só olhando, outras vezes eu jogava também.</p>
<p>Lembro do meu irmão Fabiano, aquele garoto meio gordinho que ia pro gol fazer suas defesas maravilhosas e imitava as jogadas e os lances de Cláudio Taffarel, seu maior ídolo até então. Engraçado era que todos lá em casa sempre foram gremistas, e meu irmão talvez fosse o mais fervoroso, mas estranhamente seu ídolo jogava no time adversário. Enfim, coisas de garoto.</p>
<p>Lembro que não importava o campinho, mas uma coisa era sempre igual:&nbsp; ao redor da área do goleiro tinha uma grande rodela de mato desmatado e o chão vermelho embarrava os uniformes que não eram nada mais do que roupas velhas ou camisas brancas com os números pintados atrás com tinta de tecido. O Fabiano, ou apenas Mano, como insisto em chamá-lo até hoje, usava uma fita crepe para pintar o número que deveria ficar milimetricamente compatível e a tinta não devia borrar. Depois ele tirava a fita e o número ficava certinho.</p>
<p>Uma vez eu joguei no gol e um garoto que era nosso vizinho chutou uma bola forte na minha barriga. Meu irmão, sem hesitar,&nbsp; não pensou duas vezes e foi tirar satisfação com o menino. Foi o maior quebra-pau. O Fabiano&nbsp; deu uns bons sopapos no garoto magrela que se achava o melhor em tudo. Era o típico dono da bola,&nbsp; ninguém o suportava, mas os meninos todos aceitavam que ele jogasse porque tinha o poder de ter a redondinha.</p>
<p>E tinha o Jonathan, um amigo de meu irmão que eu achava bonito. Eu, ainda tão pequena pensava que quando crescesse poderia, quem sabe, vir a me aproximar dele. Tinha ainda os passeios de bicicleta. Como meu irmão é cinco anos mais velho, suas zicas ou magrelas, como se denomina bicicleta aqui em Santa Catarina, passavam dele pra mim. Eu tinha uma BMX que tinha sido dele e que por seu zelo e cuidado, foi motivo de muitas brigas entre nós. Ela era bordô metálica, linda e eu caí alguns tombos com ela. Arranhei braço, perna, aquela coisa de criança. Tinha também a “Nastácia”, bicicleta da minha mãe com freio de pé. Meu irmão me colocava na garupa e pedalava o mais que podia. Meus cabelinhos lisinhos voavam com o vento que batia em meu rosto enquanto ele ria e se exibia pra mostrar o quanto conseguia ser veloz. Até hoje é apaixonado por velocidade.</p>
<p>As atividades esportivas tinham um sabor de quero mais, especialmente no verão, quando anoitecia quase sempre por volta das 21h. O Sol se põe mais tarde no sul do País. É estranho, porque aqueles anos, aproximadamente sete ou oito anos de minha vida se imortalizaram de tal forma que parecem muito mais. A minha infância é como se tivesse sido há muito tempo, mas também estivesse aqui perto. Eu e meu irmão crescemos, mas ainda guardamos dentro de nós aquelas coisas. As brincadeiras com as panelas de nossa mãe, os carrinhos dele que eu quebrei, as corridas, o pega-pega, esconde-esconde, a diversão que era tomar banho de piscina de plástico, as figurinhas do Campeonato Brasileiro e as jogadas de “bafo” pra ver quem conseguia ganhar mais exemplares pra completar o álbum antes.</p>
<p>Lembro-me quando meu irmão ganhou o troféu de goleiro menos vazado e seu time de futebol da escola foi campeão. Até hoje ele guarda o troféu de latão, que pra ele é como se fosse de ouro.</p>
<p>Meu irmão queria ser goleiro profissional, mas os caminhos da vida o levaram pra outro sentido. Hoje ele é gerente de uma concessionária de caminhões, outra de suas paixões. E mesmo com seus quase 1,90 metros de altura e seus 31 anos, quando olho pra ele ainda vejo aquele pequeno garoto que me chamava de “seca” nas discussões, mas que me carinhosamente dizia Mone quando estava de bem comigo.</p>
<p>Sempre achei interessante ver o mundo com os olhos de um menino e meu irmão me deu este olhar. Eu, a menina que brincava de bonecas, de Barbie com as outras meninas, mas admirava e me interessava por aquele mundo deles, tão particular, tão interessante. &nbsp;Parece que foi ontem que nós dobramos a esquina e que chegamos até aqui.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/simonecastro.wordpress.com/334/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/simonecastro.wordpress.com/334/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/simonecastro.wordpress.com/334/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/simonecastro.wordpress.com/334/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/simonecastro.wordpress.com/334/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/simonecastro.wordpress.com/334/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/simonecastro.wordpress.com/334/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/simonecastro.wordpress.com/334/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/simonecastro.wordpress.com/334/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/simonecastro.wordpress.com/334/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/simonecastro.wordpress.com/334/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/simonecastro.wordpress.com/334/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/simonecastro.wordpress.com/334/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/simonecastro.wordpress.com/334/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=simonecastro.wordpress.com&amp;blog=8324214&amp;post=334&amp;subd=simonecastro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Nem cinto, nem suspensório, diga sempre a verdade!</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Sep 2009 18:23:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone Castro</dc:creator>
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		<category><![CDATA[A Montanha dos Sete Abutres]]></category>
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		<category><![CDATA[Kirk Douglas]]></category>

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		<description><![CDATA[Resenha sobre o filme A Montanha dos Sete Abutres. Realizada para a matéria Redação Jornalística 6, ministrada pelo jornalista Sandro Galarça (2007). O título desta resenha parece meio sem propósito assim, mas ele tem um significado todo especial no filme “A Montanha dos Sete Abutres”. Dirigido em 1951 por Billy Wilder, que entre tantos filmes [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=simonecastro.wordpress.com&amp;blog=8324214&amp;post=288&amp;subd=simonecastro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
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<em>Resenha sobre o filme A Montanha dos Sete Abutres. Realizada para a matéria Redação Jornalística 6, ministrada pelo jornalista Sandro Galarça (2007).</em></p>
<p>O título desta resenha parece meio sem propósito assim, mas ele tem um significado todo especial no filme “A Montanha dos Sete Abutres”. Dirigido em 1951 por Billy Wilder, que entre tantos filmes fez “Crepúsculo dos Deuses” e “Quanto mais Quente Melhor”, a película faz uma crítica à essência do jornalismo e explora algumas perguntas importantes como: o que é a verdade? O que é notícia? Qual é o limite do repórter? O que as pessoas procuram com a notícia? Qual a função da imprensa?</p>
<p>Diga a verdade! A frase bordada pela doce senhora da editoria de “coisas para mulheres” está na entrada do escritório do Sr. Boot, dono do pequeno jornal de Albuquerque. Entre tantas coisas ele usa suspensório e cinto, exatamente! Os dois, ao mesmo tempo. Checa duas vezes as informações antes de publicar e sempre fala a verdade. </p>
<p>Um dia aparece em seu jornal, Charles Tatum, um jornalista nova-iorquino, homem astuto e de caráter duvidoso. Foi demitido de onze jornais, por várias razões, entre calúnias, envolvimento com a mulher do editor e problemas com bebida. Tatum, interpretado por Kirk Douglas, não freqüentou a academia, mas vendeu jornais na esquina, e por isso tinha uma teoria do que era notícia e quais notícias interessavam ao público.</p>
<p>O pior de tudo é ver que a crítica à ética jornalística, presente em A Montanha dos Sete Abutres, é totalmente pertinente e atual. Existem milhares de Charles Tatuns, a pleitear um espaço, querendo ganhar mais e mais notoriedade sem se importar com as pessoas ou com as histórias que contam. E existem milhares de pessoas como Leo Minosa, o personagem preso em uma caverna, que em sua ignorância e ingenuidade acredita que será salvo pelo amigo mentiroso, o jornalista Tatum.</p>
<p>A ética é algo tão banalizado que ser ético é sinônimo de trouxa. Infelizmente isso era tão real em 51 como é em 2007. Ser ingênuo é ser burro. Não importa a classe social que se faça parte, o mundo do passe para trás está em tudo e especialmente na imprensa. Os meios de comunicação são fundamentais na manipulação, na bajulação desordenada e a ética figura como um detalhe, muitas vezes esquecida em uma gaveta, como uma pauta para mais tarde.</p>
<p>Vale a pena passar por cima de tudo e de todos para ter uma boa notícia, um ótimo salário, ser agraciado pelos leitores, espectadores, ouvintes? Ser jornalista é sinônimo de artista por acaso? Quais informações úteis realmente passamos à frente? Me pergunto isto todo dia. O que quero com o jornalismo? Que tipo de coisa construo a partir de minhas impressões?</p>
<p>Tatum pagou seu “pecado”, numa frase bem católica. Se não fosse por sua vaidade, a probabilidade de que Leo Minosa saísse muito tempo antes da caverna seria múltipla. Se não fosse por sua arrogância, ele mesmo não teria morrido.</p>
<p>A placa: “Fale a verdade” é tão ousada quanto ditadora. Um pouco mais de sinceridade não faz mal nenhum. Por mais piegas que seja, voltamos sempre aos ensinamentos básicos: onde começa o direito de um, acaba o do outro, talvez isso seja a essência da ética. Talvez as redações precisem mais de cintos e suspensórios, assim como placas de Diga a Verdade! Mas de que adiantam placas se os olhos não querem ver?</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/simonecastro.wordpress.com/288/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/simonecastro.wordpress.com/288/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/simonecastro.wordpress.com/288/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/simonecastro.wordpress.com/288/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/simonecastro.wordpress.com/288/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/simonecastro.wordpress.com/288/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/simonecastro.wordpress.com/288/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/simonecastro.wordpress.com/288/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/simonecastro.wordpress.com/288/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/simonecastro.wordpress.com/288/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/simonecastro.wordpress.com/288/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/simonecastro.wordpress.com/288/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/simonecastro.wordpress.com/288/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/simonecastro.wordpress.com/288/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=simonecastro.wordpress.com&amp;blog=8324214&amp;post=288&amp;subd=simonecastro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>Praticar tênis de mesa para manter a saúde</title>
		<link>http://simonecastro.wordpress.com/2009/07/24/praticar-tenis-de-mesa-para-manter-a-saude/</link>
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		<pubDate>Fri, 24 Jul 2009 16:25:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone Castro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fundação Municipal de Esportes de Itajaí]]></category>
		<category><![CDATA[Material para aula]]></category>
		<category><![CDATA[Gilberto Marcos Onofre]]></category>
		<category><![CDATA[hemofilia]]></category>
		<category><![CDATA[ping-pong]]></category>
		<category><![CDATA[tênis de mesa]]></category>

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		<description><![CDATA[Texto e foto: Simone Castro. Matéria produzida para a matéria de Jornalismo Científico, ministrada pela professora Laura Seligman Itajaí &#8211; Santa Catarina Gilberto Marcos Onofre não tinha nem seis meses de idade quando os pais notaram que o garoto tinha algo de diferente das outras crianças. Uma pequena batida era o suficiente para marcar o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=simonecastro.wordpress.com&amp;blog=8324214&amp;post=216&amp;subd=simonecastro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://simonecastro.files.wordpress.com/2009/07/gilberto-onofre.jpg"><img src="http://simonecastro.files.wordpress.com/2009/07/gilberto-onofre.jpg?w=300&#038;h=199" alt="" title="GILBERTO ONOFRE" class="aligncenter size-medium wp-image-463" width="300" height="199"/></a><br />
<em>Texto e foto: Simone Castro. Matéria produzida para a matéria de Jornalismo Científico, ministrada pela professora Laura Seligman </em></p>
<p><strong>Itajaí &#8211; Santa Catarina</strong></p>
<p>Gilberto Marcos Onofre não tinha nem seis meses de idade quando os pais notaram que o garoto tinha algo de diferente das outras crianças. Uma pequena batida era o suficiente para marcar o corpo do frágil Gilberto com hematomas que ficavam em sua pele por semanas. A doença foi diagnosticada pelos médicos como hemofilia, um distúrbio genético que não controla sangramentos e transforma pequenos impactos em coágulos. Há 45 anos, a enfermidade era desconhecida e os pais do menino tinham que levá-lo de Itajaí para Curitiba em busca de tratamento.</p>
<p>Gilberto teve uma infância difícil, os médicos disseram para seus pais que ele provavelmente não teria muitos anos de vida e se chegasse na fase adulta, não poderia ter filhos. Isso fez com que o menino brincasse o máximo que podia, aproveitasse cada instante como se fosse o último. Ele jogava bola, corria, andava de bicicleta escondido da mãe, que inutilmente tentava evitar os excessos do filho. Mas, foi só na adolescência que Gilberto conseguiu&nbsp; “sossegar o faixo”. Ele descobriu o pingue-pongue e depois, o tênis de mesa amador.</p>
<p>O garoto cresceu e para manter a mulher e seus quatro filhos, tornou-se relojoeiro. Por um longo período a raquete e as bolinhas ficaram de lado na vida de Gilberto. Por causa da doença, ele ficou com algumas sequelas que consequentemente atrapalharam sua locomoção, mas não o seu esforço e garra na hora de disputar uma partida.</p>
<p>Há aproximadamente dois anos, Gilberto voltou a treinar com o professor Edson Luis da Silva, o “Cebola” e hoje o tênis de mesa contribui para a sua recuperação. Os treinos ajudam no fortalecimento dos músculos comprometidos pela doença e estimulam Gilberto, que joga de igual para igual com os outros atletas sem deficiência física alguma. No Campeonato Brasileiro de Tênis de Mesa do ano de 2007, ele foi oitavo colocado na categoria paradesporto C8, voltado para atletas com menor grau de deficiência.</p>
<p>O grande objetivo agora do esportista é ficar entre os cinco primeiros colocados no ranking brasileiro. Gilberto garante que para ser um atleta é preciso dar tudo de si. “Para ser atleta de rendimento não tem como pensar só em fazer esporte por prazer, tem que treinar, treinar, dar o sangue”.</p>
<p>Hoje, Gilberto além de atleta é professor das escolinhas de tênis de mesa para as crianças de 6 a 16 anos do Esporte nos Bairros. Ele garante que a modalidade estimula a concentração, a coordenação motora das crianças, além de instigar ações de responsabilidade e comprometimento. Para ele, a atividade como professor também complementa seu treinamento, pois&nbsp; fortalece o psicológico e sua musculatura. Uma forma de instigá-lo a buscar sempre mais.</p>
<p><strong>Um pouco sobre a história do esporte</strong></p>
<p>A bolinha passa de um lado para outro, tão rápida, que os olhos mal conseguem acompanhar. São pequenos movimentos estratégicos que transformam a rota da bola ou intensificam um efeito. Parece simples, mas exige técnica e raciocínio rápido.</p>
<p>O tênis de mesa foi inventado no século 19, na Inglaterra, em uma tentativa de se assemelhar ao tênis de campo. Como o barulho da bolinha ao se chocar com as velhas raquetes de madeira emitiam o som de <em>ping-pong</em>, o esporte ficou conhecido popularmente desta forma. Depois de alguns anos, uma empresa registrou o nome pingue-pongue como um brinquedo infantil e o esporte profissional passou a ser denominado tênis de mesa.</p>
<p>Em Itajaí, a Associação Itajaiense de Tênis de Mesa (AITM) desenvolve um trabalho de base que alia o esporte de rendimento ao esporte comunitário, onde muitos talentos mirins foram descobertos no ensino da modalidade no programa Esporte nos Bairros. Atualmente são aproximadamente 80 crianças que estão aprendem o esporte nos pólos Amjaprocor, em Cordeiros, Praça da Amizade, no bairro Imaruí e no Ginásio de Esportes Gabriel Collares, Vila Operária.</p>
<p>Neste mesmo ginásio, cerca de 20 esportistas do grupo de rendimento treinam diariamente. Eles têm idades que variam dos sete até 45 anos, como é o caso de Gilberto Marcos Onofre, um dos nomes de maior destaque do grupo. Muitos destes atletas foram descobertos através das escolinhas e sonham em chegar no lugar mais alto do pódio.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/simonecastro.wordpress.com/216/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/simonecastro.wordpress.com/216/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/simonecastro.wordpress.com/216/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/simonecastro.wordpress.com/216/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/simonecastro.wordpress.com/216/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/simonecastro.wordpress.com/216/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/simonecastro.wordpress.com/216/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/simonecastro.wordpress.com/216/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/simonecastro.wordpress.com/216/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/simonecastro.wordpress.com/216/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/simonecastro.wordpress.com/216/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/simonecastro.wordpress.com/216/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/simonecastro.wordpress.com/216/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/simonecastro.wordpress.com/216/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=simonecastro.wordpress.com&amp;blog=8324214&amp;post=216&amp;subd=simonecastro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>Aulas grátis de bodyboarding para deficientes visuais</title>
		<link>http://simonecastro.wordpress.com/2009/07/22/aulas-gratis-de-bodyboarding-para-deficientes-visuais/</link>
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		<pubDate>Wed, 22 Jul 2009 18:20:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone Castro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário do Litoral (Diarinho)]]></category>
		<category><![CDATA[bodyboarding]]></category>
		<category><![CDATA[deficientes visuais]]></category>
		<category><![CDATA[surf]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://simonecastro.files.wordpress.com/2009/07/internaabrepag22ssurfeboadboardparacegos015-thumb.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-383" title="cegos" src="http://simonecastro.files.wordpress.com/2009/07/internaabrepag22ssurfeboadboardparacegos015-thumb.jpg?w=300&#038;h=226" alt="" width="300" height="226"/></a><br />
<em>Texto e foto: Simone Castro. Matéria publicada no jornal Diário do Litoral, em 2008.</em></p>
<p><strong>Praia da Atalaia &#8211; Itajaí/SC</strong></p>
<p>A mão gelada e um friozinho na barriga. O vento de outono, mais parecido com o de inverno, deixaram o nervosismo de Rosenilda Ribeiro, 18 anos, e Joice Foster, 17, ainda mais evidente. As duas garotas, deficientes visuais, aguardavam a aula inaugural de bodybording, às 11h da manhã, na Praia da Atalaia, em Itajaí.</p>
<p>As aulas de surf para cegos são oferecidas gratuitamente desde o ano passado, mas o bodyboarding é novidade. Ele foi adotado pelo coordenador do projeto, Jailson Blasius Fernandes, da Associação Escola de Surf Amigos da Atalaia. Com o objetivo de facilitar o contato com a prancha e evitar o medo de quedas e da água, o bodyboarding oferece mais comodidade, pois a pessoa permanece deitada enquanto no surf  é exigido mais habilidade, como iniciar o treinamento já em pé na prancha. </p>
<p>Rose e Joice são paratletas. As duas jovens treinam corrida e arremesso de dardos todas as manhãs e pretendem a partir de agora também praticar o bodyboarding para manter mais contato com o mar. Elas estavam eufóricas e com medo da água gelada, mas não desistiram. Depois do alongamento e aquecimento, colocaram a prancha embaixo do braço e enfrentaram as ondas orientadas pelos instrutores Carlos Wanzuita, Thiago de Souza  e Thiago Dai Pra, que somam anos de experiência no esporte. Os professores comentaram que nunca trabalharam com deficientes, mas acreditam que será um ótimo aprendizado para todos.</p>
<p>Jailson confirma o palpite dos professores. Ele fabrica pranchas e surfa há 32 anos e diz que é ótimo dar aulas para os cegos, pois eles têm grande facilidade em aprender e muita força de vontade. Outros deficientes visuais que já praticam o surf, como é o caso de Lenilson Luiz Lobo, 27, Rodrigo Lima, 23, e Marcelo Werner, 30, também caíram na água, mas com as pranchas  de surf.</p>
<p>Ao todo 14 instrutores trabalham voluntariamente para ensinar nas duas modalidades, mas as aulas de surf não são só para os deficientes. Aproximadamente 25 vagas estão abertas para toda comunidade. É preciso entregar apenas um quilo de alimento não perecível na matrícula. As aulas acontecem aos domingos a cada quinze dias na Praia da Atalaia, a partir das 9h da manhã e às 10h para os deficientes visuais. Mais informações com Jailson, pelo telefone (47) 3344-2949.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/simonecastro.wordpress.com/207/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/simonecastro.wordpress.com/207/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/simonecastro.wordpress.com/207/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/simonecastro.wordpress.com/207/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/simonecastro.wordpress.com/207/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/simonecastro.wordpress.com/207/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/simonecastro.wordpress.com/207/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/simonecastro.wordpress.com/207/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/simonecastro.wordpress.com/207/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/simonecastro.wordpress.com/207/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/simonecastro.wordpress.com/207/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/simonecastro.wordpress.com/207/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/simonecastro.wordpress.com/207/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/simonecastro.wordpress.com/207/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=simonecastro.wordpress.com&amp;blog=8324214&amp;post=207&amp;subd=simonecastro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Esmolas: doar ou não doar, eis a questão</title>
		<link>http://simonecastro.wordpress.com/2009/07/20/esmolas-doar-ou-nao-doar-eis-a-questao/</link>
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		<pubDate>Mon, 20 Jul 2009 16:27:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone Castro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Material para aula]]></category>
		<category><![CDATA[conselho tutelar]]></category>
		<category><![CDATA[Esmolas]]></category>
		<category><![CDATA[moradores de rua]]></category>
		<category><![CDATA[pobreza]]></category>

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		<description><![CDATA[Texto: Simone Castro. Matéria realizada em junho de 2007 para a disciplina de Jornalismo de Revista, ministrada pelo professor Mario Luiz Fernandes. Seja em uma grande cidade, em uma cidade pequena, aqui no Brasil, ou em qualquer outro lugar do mundo. Sempre há alguém ali, visível no invisível. O estereótipo pode ou não ser verdadeiro, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=simonecastro.wordpress.com&amp;blog=8324214&amp;post=220&amp;subd=simonecastro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://simonecastro.files.wordpress.com/2009/07/esmolas21.jpg"><img src="http://simonecastro.files.wordpress.com/2009/07/esmolas21.jpg?w=300&#038;h=218" alt="" title="esmolas2" class="aligncenter size-medium wp-image-491" width="300" height="218"/></a><br />
<em>Texto: Simone Castro. Matéria realizada em junho de 2007 para a disciplina de Jornalismo de Revista, ministrada pelo professor Mario Luiz Fernandes.</em></p>
<p>Seja em uma grande cidade, em uma cidade pequena, aqui no Brasil, ou em qualquer outro lugar do mundo. Sempre há alguém ali, visível no invisível. O estereótipo pode ou não ser verdadeiro, roupas rasgadas, um pouco sujas, o mau cheiro, pessoas sentadas no chão com uma caixinha, vendendo alguma coisa nos sinais, fazendo malabarismos ou simplesmente pedindo esmolas.</p>
<p>Há quem repudie, há quem procure entender e contribuir. Há quem procure instituições ou abrigos para ajudar, há quem simplesmente finja que não vê. As reações são as mais diversas. E inevitavelmente, pelo menos uma vez na vida você se pergunta, mas eu devo ou não dar esmolas? Devo dar um alimento ao invés de dinheiro? E se der dinheiro o que eles vão fazer com ele, usar drogas?</p>
<p>Itajaí, cidade portuária com aproximadamente 170 mil pessoas de todos os cantos do país. O maior porto de Santa Catarina vira um atrativo econômico e faz com que migrantes busquem melhores condições de vida. Além disso, a cidade está ao lado de Balneário Camboriu, que recebe milhares de turistas todos os verões. Parece meio desconexo este amontoado de informações, mas logo você vai entender.&nbsp; A matéria fala de esmolas, mas para falar de esmolas temos que apurar a causa destas pessoas estarem nas ruas.</p>
<p>Perda de emprego, separação conjugal, uso de álcool e drogas, além de abandono familiar, são apontados pelo coordenador do Programa de Orientação ao Migrante, Marcos Paulo da Silva como os principais motivos que levam uma pessoa a preferir morar nas ruas. Ele afirma que o período com maior número de mendigos pela cidade é de dezembro até o fim do Carnaval. Ou seja, em busca de melhores oportunidades, mas com baixa escolaridade, além de muitos já serem dependentes químicos, estas pessoas acabam nas ruas, pedindo esmolas.</p>
<p>Há quem more nas ruas mas que não se considera um morador de rua. Moacir Luiz da Costa, um senhor magro, de aproximadamente 1,68m de altura, escorpiano de 62 anos fica confuso quando é perguntado sobre sua idade. Diz que nasceu em 1944,&nbsp; faz algumas contas rápidas e diz que possui 64 anos. Assim como a idade não confere, muitas informações de Seu Moacir não batem. Ele diz que saiu de casa há 26 anos, mas não é morador de rua, é trecheiro. Saiu de Brusque, sua cidade natal com o objetivo ir a pé até a Basílica de Aparecida, em São Paulo e de lá foi até a Bahia e assim segue. Ele diz que fica na casa de seus irmãos, espalhados pelo Brasil. E quando pergunto quantos irmãos ele tem, ele me responde que com ele são quatro, duas irmãs aqui em Itajaí.</p>
<p>A impressão que tive, foi que seu Moacir não queria que eu tivesse a sensação que ele não era confiável, que era um qualquer. Ele queria mostrar toda sua dignidade. Falou espanhol, disse que escrevia poesia e entendia um pouco de jornalismo, que já deu algumas entrevistas. Aparentemente, aquele senhor, não tinha problemas mentais, mas as idéias eram confusas.</p>
<p>Seu Moacir é solteiro, disse que era peão de fazenda e que limpa os terrenos das pessoas até hoje. Quanto a pedir esmolas, diz que não pede, geralmente senta em algum lugar e as pessoas oferecem, mas há cidades maiores que ele pede um prato de comida, vai a alguma padaria. E são algumas bolachas, provavelmente a única alimentação que ele tinha, que ele me oferece. &nbsp;Eu não aceitei, talvez um pouco por receio da higiene, mas principalmente por saber que aquelas bolachas lhe fariam falta no fim do dia. Acho que minha atitude foi ríspida, deveria ter aceitado, como sinal de gratidão. E gratidão foi algo que senti naquele senhor, sentado ao sol, numa calçada ao lado da floricultura, de chinelinho em um dia frio. As pessoas passavam e me observam conversando com aquele senhor. O que eu estava fazendo ali. A sociedade finge não ver estas pessoas. Elas incomodam, parecem mostrar o feio e ninguém gosta disto.</p>
<p>Para o professor de Ciências Sociais, Sérgio Saturnino Januário, o ato de dar esmolas tem a função de eximir a culpa. Ele acredita que o hábito herdado da Idade Média, onde alimentos eram doados para a Igreja acabou gerando este&nbsp; sentimento nos católicos que perdura até hoje. Ainda é comum vermos pessoas pedindo esmolas nos arredores das igrejas. Para o sociólogo, a esmola não representa a solidariedade, “o sentir a dor do outro”, mas ela representa uma relação de poder, onde eu estou dando algo para alguém porque estou me livrando da culpa, faço aquilo não porque vejo alguém passando fome, mas para não me sentir culpado de não ter feito nada.</p>
<p>Já o Padre José Edemar Rauber, responsável pela Paróquia Dom Bosco, garante que a igreja sempre foi contra a dadição das coisas, o dar por dar. Especialmente no período da quaresma, os católicos seguem três passos: oração, esmola e jejum, mas esta esmola não deve ser individual. Ele acredita que a melhor forma de ajudar o próximo é doar para instituições organizadas, que poderão garantir e averiguar o melhor destino, assim como acompanhar a doação. Para padre José o dadismo estimula a miséria e o assistencialismo do governo só mantém as pessoas em situações de dependência. Em sua opinião, deveriam existir mais políticas públicas que garantam qualidade de vida e o estímulo ao ensinar a pescar, não apenas dar o peixe. Ele também é contra pessoas que realizam doações e espalham aos quatro ventos para mostrar o quanto são boas. “Que a mão direita dê, mas a esquerda não fique sabendo”, finaliza Padre José.</p>
<p>Integradas à Igreja Dom Bosco, há duas instituições que realizam o trabalho de “ensinar a pescar”. Uma é o Parque Dom Bosco, mantido através de doações, vinculado à rede salesiana e que atende mais de 900 alunos. Outro projeto é o Centro Comunitário Dom Bosco, este sim, diretamente vinculado a Paróquia e que atua de forma mais abrangente nas vidas das famílias atendidas. São distribuídos para aproximadamente 70 famílias cadastradas, cestas básicas, alimentos, roupas e também são oferecidos cursos profissionalizantes gratuitos para quem se interessar. O diferencial é a proposta de cursos itinerantes que vão até as comunidades. Auxiliar de confeitaria, manicura, pedicura, artes aplicadas, teatro, alfabetização digital, são algumas das modalidades oferecidas. O presídio também é atendido por estes cursos, que mantém em seu quadro professores voluntários e efetivos. Grandes empresas como a Petrobrás atuam como patrocinadores.</p>
<p>Segundo a doutrina espírita ajudar também é extremamente importante para conseguirmos elevação da alma. Para a presidente do Centro Espírita Anjo da Guarda, Maria Salete da Silva, todos somos irmãos e devemos nos preocupar com o próximo como a nós mesmos. Ela critica o pensamento que família são apenas as pessoas com quem mantemos consangüinidade.</p>
<p>Maria Salete afirma que a caridade é a promoção da cultura humana e do ser humano, já a esmola fere a dignidade, pois trata o outro como um ser medíocre, não resgata esperança. Ela cita o Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, fundador da doutrina espírita, que no capítulo Final das Leis Morais aproxima o espiritismo da sociologia e prega que o social e o espiritual não são coisas separadas, mas que se complementam.</p>
<p>A presidente do segundo centro espírita mais antigo de Santa Catarina diz que há corrupção por todos os lados, há uma cultura exagerada do materialismo, então quem está na marginalidade muitas vezes não está por opção, mas por circunstância. “São pessoas que por um motivo ao outro estão na rua, mas nem por isso são melhores ou piores que nós”.</p>
<p>Como padre José, ela afirma que a melhor forma de ajudar é contribuir com instituições sérias. O Anjo da Guarda tem uma parceria com o Lar Fabiano de Cristo, onde há distribuição de roupas, alimentos, além de capacitação profissional e cursos de música.</p>
<p>Segundo Marcos Paulo da Silva, coordenador do Programa de Orientação ao Migrante (POM) e da Casa de Apoio Social, as abordagens realizadas com os moradores de rua em Itajaí são as seguintes: a equipe do POM aborda a pessoa, com diálogo, não há imposição ou violência. Os funcionários verificam o local de origem desta pessoa e se ela é de outro estado. Então ela é encaminhada para a Casa de Apoio Social, onde pode se alimentar, tomar banho, enquanto é feito o contato com a família ou com a assistência social da cidade de origem. Depois esta pessoa ganha uma passagem de ônibus, que é entregue para uma funcionária do posto do POM na rodoviária e ela certifica o embarque do migrante.</p>
<p>Quando o pedinte é da região, ele é encaminhado para a Casa de Apoio Social e uma assistente social determina o tempo que ele ficará no local. Alguns critérios são avaliados, como se ele é ou não dependente químico, formas de tratamento em clínicas, internações. Após este período ele recebe encaminhamento para cursos profissionalizantes. Atualmente oito pessoas estão abrigadas na Casa. O abrigo com capacidade para atender 25 pessoas está localizado no bairro Rio do Meio. Como é uma região agrícola, os moradores de rua plantam, lavam suas roupas, criam coelhos, galinhas, porcos. Para Silva, o importante é que haja ambiente familiar e que sejam respeitadas algumas regras e limites.</p>
<p>A prefeitura de Itajaí está lançando uma campanha contra a doação de dinheiro para pedintes, artistas que se apresentam nos semáforos e flanelinhas. A campanha “Quem dá esmola não dá futuro” pretende conscientizar a sociedade que doar esmola não contribui de uma forma eficaz para a desmarginalização destas pessoas. Silva diz que ao ver uma pessoa pedindo, o ideal é entrar em contato com o POM, para que eles averiguem a situação.</p>
<p>Outra preocupação é com as crianças de rua. Muitas são exploradas pelos pais ou parentes que as obrigam a pedir esmolas. Outras, vítimas de violência doméstica ou sexual, preferem as ruas. Leni Batista Tessele, conselheira tutelar, garante que ao sermos abordados por uma criança não devemos dar a esmola e sim chamar o conselho, que trabalha todos os dias da semana e tem plantão 24h. Estas crianças passam por uma triagem onde são localizadas suas famílias, são levantados os motivos delas estarem nas ruas, é verificado se as famílias recebem apoio social, como Bolsa Família ou estão inseridas em projetos como o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI). A tentativa principal é inserir esta criança de volta à sua família, seja aos cuidados dos pais, tios ou avós. Caso não seja possível, ela é encaminhada para um dos quatro abrigos. Três são destinados a crianças até 12 anos e um para adolescentes até 18 anos. Atualmente as 62 vagas estão lotadas.</p>
<p>Para a advogada, Grace Azambuja, ver crianças nas ruas sempre lhe cortou o coração. Ela então, no intervalo do trabalho, começou a pagar lanches para estas crianças enquanto conversava, dava respeito e afeto, mas não as levava para casa, chamava o Conselho Tutelar. Hoje já não faz mais este trabalho, mas desenvolve uma atividade no Parque Dom Bosco com menores em conflito com a Lei. Grace reconhece a dificuldade em plantar esperança nestes adolescentes, mas acredita que pode ajudar.</p>
<p>Já a conselheira tutelar Leni diz que marginalidade está muito próxima destas crianças e que as políticas públicas não são eficientes no tratamento familiar, pois não há um acompanhamento efetivo destas famílias. O conselho sendo um órgão encaminhador, só orienta, não tem como tratar todos os casos de perto.E assim, vamos vivendo, fingindo que tudo está bem e que nada temos a ver com isso.</p>
<p><strong><span style="text-decoration:underline;">Serviço</span></strong></p>
<p><strong>Centro Comunitário Dom Bosco</strong> – (47) 3344-1630</p>
<p><strong>Programa de Orientação ao Migrante</strong> – (47) 3249-5874</p>
<p><strong>Programa de Orientação ao Migrante – Sala Rodoviária</strong> – (47) 3248-4598</p>
<p><strong>Programa de Orientação ao Migrante – Plantão das 7h as 00h</strong> – (47) 9919-8961</p>
<p><strong>Programa de Orientação ao Migrante – Casa de Apoio Social</strong> – (47) 3346-5188</p>
<p><strong>Assistência Social – Bolsa Família –</strong> (47) 3249-5801 / 3249-5879</p>
<p><strong>Conselho Tutelar –</strong> (47) 3248-1711 / 3349-8456 – Plantão 24h – 9963-1684</p>
<p><strong>Serviço de Denúncia Exploração Sexual Crianças e Adolescentes</strong> – 0800-99-0500</p>
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